quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Câncer de mama


Cancro da mama ou câncer de mama  é o cancro do tecido da mama. Mundialmente, é a forma mais comum de cancro em mulheres - afectando, em algum momento de suas vidas, aproximadamente uma em cada nove a uma em cada treze mulheres que atingem os noventa anos no mundo ocidental. É a segunda maior causa fatal de cancro em mulheres (depois do cancro do pulmão), e o número de casos vem crescendo significativamente desde 1970, um fenômeno parcialmente culpado pelo estilo de vida moderno do mundo ocidental. Uma vez que o peito é composto por tecidos idênticos em homens e mulheres, o cancro da mama também ocorre em homens, embora estes casos sejam menos de 1% do total de diagnósticos.

TIPOS

Os carcinomas são a maioria das neoplasias malignas da mama, sendo o carcinoma ductal invasor o tipo mais comum. As neoplasias malignas, a grosso modo, se dividem emtumores epiteliais (carcinomas), que podem ser de origem ductal (90%) ou lobular, esarcomas, que se originam no tecido conjuntivo (mesenquimal), muito raros. Os carcinomas, ainda podem ser in situ (confinado ao ducto ou ao lóbulo) ou invasores (quando acessam o estroma)

NO HOMEM

Homens também podem desenvolver câncer de mama, mas sem a genética favorável o risco é de menos de 1%. No homem o risco está exclusivamente associado a alterações no BRCA2 (gene nomeado pelo nome em inglês: BReast CAncer 2), quando o risco sobe para 7% de desenvolver a doença. Alteração no gene BRCA1 não aumentam o risco.

NO BRASIL

É o tipo de câncer mais comum nas mulheres seguido pelos cânceres de colo uterino, cólon e reto, pulmão e estômago. Segundo a OMS esse é um índice similar nos países desenvolvidos. É também uma das causas mais comuns de mortes por câncer em mulheres, mesmo não sendo o mais letal, em virtude da grande quantidade de casos.
A maioria dos casos de câncer de mama no Brasil ocorrem em São Paulo (39.8% dos casos), depois vem o Rio de Janeiro (28.7%), Rio Grande do Sul (19.8%), Bahia (14.3%), Roraima (9.7%), Pará (7.7%), Acre (4.8%), Rio Grande do Norte (2.1%) e Espírito Santo (0.9%).
Entre 2000 e 2008 o número de casos em São Paulo aumentou 41,8%, sendo 44.312 dos casos registrados em mulheres e 397 em homens, a grande maioria dos casos entre mulheres de 40 a 60 anos, sendo apenas 10% dos casos em mais jovens. Em 2003 São Paulo teve a maior quantidade de novos casos diagnosticados, com 94 a cada 100.000 habitantes, seguida pelo Distrito Federal com 86,1/100.000 e Porto Alegre com 66,5/100.000. Um dos motivos possíveis para esse elevado número de casos nas capitais é o alto consumo de álcool e tabaco e maior intoxicação com estimulantes dos hormônios femininos e com pesticidas nos alimentos.
SINTOMAS
O cancro não causa dor física a não ser indiretamente estágios avançados. Por essa razão é importante que se faça o auto-exame da mama para sua identificação precoce. O cancro da mama pode apresentar diversos sintomas:
  • Aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou debaixo do braço;
  • Mudança no tamanho ou no formato da mama;
  • Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da aréola;
  • Secreção contínua por um dos ductos;
  • Retração da pele da mama ou do mamilo;
  • Inchaço significativo ou distorção da pele e ou mucosas.

PREVENÇÃO
No ano de 1990 no Brasil apenas 8% das mulheres acima de 40 anos fizeram mamografias pelo SUS (sistema que atende 70% dos brasileiros). No Hospital do Câncer I do Instituto Nacional de Câncer (INCA1), no ano de 1998, 44,8% das mulheres só foram diagnosticadas no estágio III e 16,3% no estágio IV. Apenas 6,3% foram o seu diagnóstico nos estágios 0 ou I.
A susceptibilidade ao câncer de mama ocorre por herança tanto paterna quanto materna, e o risco aumenta de acordo com o número de indivíduos afetados na família. O carcinoma é mais comum em mulheres com sobrepeso e que fazem pois dietas gordurosas aumentam a presença de bactérias capazes de converter colesterol e estrógeno.
Em caso de suspeita ou anualmente após os 40 anos deve ser feita uma mamografia, porém, no Brasil, mais de 75% dos mamógrafos estão em clínicas particulares, restritos apenas aos que possuem planos de saúde ou condições financeiras para pagar o exame. A dificuldade na realização de mamografia e a demora no atendimento hospitalar desmotiva muitas mulheres a fazerem diagnósticos preventivos.
Em caso de pacientes de alto risco, (Casos na família, hormônios femininos elevados e genes BRCA1 ou/e BRCA2), o Cancer Genetics Consortium (CGSC) pode ser feito uma mastectomia e retirada dos ovários preventivamente.

TRATAMENTO
O tratamento depende do estadiamento do câncer e pode ser feito com radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgias. Frequentemente é necessário realizar uma mastectomia no seio afetado.
Fonte:Wikipedia

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