Trote Estudantil


Um trote estudantil leve
Nas universidades brasileiras a cada início de ano letivo, ou semestre, há o costume de aplicar o chamado trote nos alunos novatos, que são chamados de “calouros” ou “bixos”. O trote é basicamente um rito de passagem, os veteranos estabelecem tarefas aos calouros, as tarefas são classificadas em leve, mediana e grave.

Leve

Pintura corporal: os veteranos pintam o rosto, os braços, a camiseta, as calças dos calouros com o nome da universidade e o curso.

Raspagem de cabelo: é quando raspam o cabelo do bixo. Esse tipo de trote é aplicado nos homens.

Mandar casar os calouros: o menino deve tirar um papelzinho da boca de uma menina, com sua própria boca, sem usar as mãos.

Mediana 
Mergulho: os calouros são obrigados a se molhar completamente entrando em fontes, piscinas, etc.

Pedágio: os calouros devem pedir dinheiro nos sinais aos motoristas, e só terminam a tarefa quando atingem o valor estipulado pelos veteranos.

Graves

Mastiguinha: força-se o calouro a ingerir comida previamente mastigada por um veterano.

Chispada: o calouro deve correr nu em público, tal ato pode causar sua detenção para prestar esclarecimentos.

Esse costume brasileiro é similar ao praticado em Portugal, onde se diferem especialmente no fato de que no Brasil os trotes estudantis são aplicados em universidades, já em Portugal também são aplicados nas escolas. É interessante ter brincadeiras no primeiro contato de um jovem com a universidade, desde que as brincadeiras não sejam humilhantes, constrangedoras e não provoquem nenhuma lesão física.
Observamos que trotes violentos têm crescido consideravelmente no Brasil, um desses trotes foi aplicado em um calouro do curso de medicina da USP, no dia 22 de fevereiro de 1999, cujo resultado foi a morte por afogamento do estudante. Na tentativa de amenizar essa realidade, muitas universidades baniram o trote estudantil ou substituíram pelo “trote solidário” (no qual os calouros devem doar sangue, arrecadar alimentos ou realizar algum trabalho comunitário).
Por Eliene Percília
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